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O momento é de ação

O Planeta chega ao Dia Mundial do Meio Ambiente em momento crítico. É preciso agir e agir agora, para minimizar os impactos da sociedade de hoje sobre as futuras gerações.
Num momento em que a Natureza se apresenta especialmente inquieta, com manifestações causadas ou não pelo Homem – mas que cobram um preço alto em vidas –, tais como furacões furiosos, enchentes devastadoras, deslizamentos letais, invernos glaciais, chegamos ao Dia Mundial do Meio Ambiente chamando não somente à reflexão, mas, principalmente, à ação de todos em defesa da vida.

Todos temos como contribuir – direta ou indiretamente – para que as sociedades caminhem rumo à sustentabilidade e para que a harmonia entre o desenvolvimento socioeconômico e a conservação da natureza deixe de ser mera utopia.

Atitudes individuais e coletivas, como o consumo consciente no dia a dia e a exigência, pela população, do cumprimento das leis por órgãos governamentais em todos os níveis são fundamentais.

À iniciativa privada cabe não somente investir em conservação do meio ambiente, mas, principalmente, assumir uma postura de responsabilidade socioambiental, trabalhando de dentro para fora, com adequação de suas cadeias produtivas e meios de produção, distribuição etc.

À sociedade civil organizada, em especial às ONGs socioambientalistas como o próprio WWF-Brasil, cabe conceber e aplicar soluções, realizar campanhas, mobilizar e facilitar o engajamento de indivíduos, governos e iniciativa privada num esforço conjunto para o bem comum das gerações de agora e do futuro.

E tudo isto tem que ser feito agora.  A Natureza já nos envia seus sinais de alerta.
 
FONTE: WWF

Energia Nuclear no Brasil

O Brasil tem um programa amplo de uso de energia nuclear para fins pacíficos. Cerca de 3 mil instalações estão em funcionamento, utilizando material ou fontes radioativas para inúmeras aplicações na indústria, saúde e pesquisa. No ano passado, o número de pacientes utilizando radiofármacos foi superior a 2,3 milhões, em mais de 300 hospitais e clínicas em todo o país, com um crescimento anual da ordem de 10% nos últimos 10 anos.
Novos ciclotrons, que permitem a produção de radioisótopos para o uso de técnicas nucleares avançadas, foram instalados em São Paulo e no Rio de Janeiro – a CNEN irá instalar, nos próximos anos, ciclotrons em Belo Horizonte e Recife, para tornar disponível essa tecnologia à população dessas regiões.
A produção de radioisótopos por reatores também tem aumentado, graças à modernização dos equipamentos e da melhoria dos métodos de produção.
Novas técnicas de combate ao câncer, com maior eficácia e menos efeitos colaterais, têm surgido, fazendo aumentar a procura pelos radiofármacos, de forma que a demanda sempre supera a produção brasileira. O uso de técnicas com materiais radioativos na indústria tem aumentado com a modernização dos equipamentos importados e com a sofisticação das técnicas de controle de processos e de qualidade.
A demanda por controle de qualidade leva a indústria a utilizar cada vez mais os processos de análise não destrutiva com radiações.
Na área de geração de energia, o Brasil é um dos poucos países do mundo a dominar todo o processo de fabricação de combustível para usinas nucleares. O processo de enriquecimento isotópico do urânio por ultracentrifugação, peça estratégica dentro do chamado ciclo do combustível nuclear, é totalmente de domínio brasileiro.
Hoje, o combustível utilizado nos reatores de pesquisa brasileiros pode ser totalmente produzido no país.
Entretanto, comercialmente ainda fazemos a conversão e o enriquecimento no exterior. As reservas brasileiras de urânio já confirmadas são de 300 mil toneladas e estão entre as seis maiores do mundo. Em termos energéticos, mesmo com apenas uma terça parte do país prospectado, essas reservas são da mesma ordem de grandeza daquelas atualmente existentes em petróleo e seriam suficientes para manter em funcionamento 10 reatores equivalentes aos existentes – Angra 1 e Angra 2 – por cerca de 100 anos. O funcionamento dessas duas usinas foi importante no período de falta de energia no Brasil.
O Ministério da Ciência e Tecnologia coordenou um grupo de trabalho encarregado de rever o programa nuclear e formular planos de médio prazo. O grupo apresentou um plano realista para ser executado em 18 anos e que objetiva o fortalecimento de todas as atividades, inclusive a aquisição de novos reatores para chegar em 2022 com, pelo menos, a mesma participação nuclear (4%) na matriz energética brasileira. A proposta encontra-se em análise na presidência da República.

Fonte: BiodieselBR

Brasil lidera consumo de agrotóxicos no mundo e Inca pede redução do uso

Relatório divulgado nesta quarta-feira (8) pelo Instituto Nacional de Câncer, o Inca, pede a redução do uso de agrotóxicos no país. O texto cita que o Brasil se tornou o maior consumidor desses produtos no planeta, ultrapassando a marca de 1 milhão de toneladas em 2009, equivalente a um consumo médio de 5,2 kg de veneno agrícola por habitante. A informação é do estudo “Agrotóxicos no Brasil: um guia para ação em defesa da vida”, publicado em 2011 pela pesquisadora Flavia Londres.
A instituição afirma que a liberação do uso de sementes transgênicas no país foi uma das responsáveis por colocar o Brasil no primeiro lugar deste ranking, “uma vez que o cultivo dessas sementes geneticamente modificadas exige grandes quantidades destes produtos”.
O documento indica também que a venda de agrotóxicos tem registrado constante aumento no país, saltando de US$ 2 bilhões para US$ 7 bilhões entre 2001 e 2008, e alcançando valores recordes de US$ 8,5 bilhões em 2001.
Risco à saúde – De acordo com o Inca, as atuais práticas de uso de produtos químicos sintéticos usados para matar insetos ou plantas no ambiente rural e urbano oferecem risco à saúde.
A instituição afirma que essas substâncias geram grandes problemas como poluição ambiental e intoxicação de pessoas, como trabalhadores e moradores dos arredores de plantações e criações. “As intoxicações agudas (…) são caracterizadas por efeitos como irritação da pele e olhos, coceira, cólicas, vômitos, diarreias, espasmos, dificuldades respiratórias, convulsões e morte”, explica a nota do instituto, sediado no Rio de Janeiro.
“Dentre os efeitos associados à exposição crônica a ingredientes ativos de agrotóxicos podem ser citados infertilidade, impotência, abortos, malformações, neurotoxicidade, desregulação hormonal, efeitos sobre o sistema imunológico e câncer”, destaca o documento.
Contaminação indireta – Citando análises realizadas por órgãos oficiais, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, o Inca afirma que a presença de agrotóxicos “não ocorre apenas em alimentos “in natura”, mas também “em muitos produtos alimentícios processados pela indústria, como biscoitos, salgadinhos, pães, cereais matinais, lasanhas, pizzas e outros que têm como ingredientes o trigo, o milho e a soja, por exemplo”.
Segundo o instituto, a preocupação com os agrotóxicos não pode significar a redução do consumo de frutas, legumes e verduras, que são considerados alimentos fundamentais em uma alimentação saudável e de grande importância na prevenção do câncer.
“O foco essencial está no combate ao uso dos agrotóxicos, que contamina todas as fontes de recursos vitais, incluindo alimentos, solos, águas, leite materno e ar”, ressalta a nota.
O Inca finaliza o documento citando que o Brasil precisa mudar sua política de incentivo à produção de agrotóxicos, como a isenção de impostos ao setor – o que, segundo o relatório, é algo que vai na contramão das medidas protetoras recomendadas –, e a liberação de tipos de substâncias que são proibidas em outros países.
Além disso, pede que marcos políticos para o enfrentamento do uso de agrotóxicos sejam cumpridos para que ocorra “redução progressiva e sustentada” desses produtos no país. (Fonte: G1)

Fonte: Ambiente Brasil

Técnica de irrigação alia produtividade na lavoura a uso sustentável da água

O uso da tecnologia na agricultura pode reduzir perdas de água e aumentar a produtividade das culturas com racionalidade e sem desperdício. Experiências desse tipo já são feitas por agricultores familiares no Núcleo Rural Boa Esperança, em Ceilândia, no Distrito Federal.
No Brasil, a agricultura familiar responde por cerca de 40% da produção agrícola, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e por 70% dos alimentos que entram no prato do brasileiro.
O agricultor Edivan Ferreira Machado, do Núcleo Rural Boa Esperança, usa em sua propriedade o sistema de gotejamento para irrigar os 20 canteiros de hortaliças, onde planta jiló, maxixe, quiabo, couve-flor, pimentão, entre outras culturas.
É uma tecnologia simples, mas eficiente para garantir uma lavoura saudável o ano todo e otimizar o consumo de água, garante a engenheira agrônoma da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) Maíra Teixeira de Andrade.
“A instalação do gotejo é mais cara, mas tem uma série de vantagens em relação à tradicional aspersão. A eficiência de economia de água é bem maior porque a irrigação é localizada, nas raízes das plantas”, disse.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a agricultura é responsável hoje por 70% do consumo total de água do planeta.
O gotejamento consiste na instalação de uma ou duas mangueiras com pequenos furos, posicionadas no pé da planta e protegidas por um plástico que ajuda a reter a umidade no solo.
A técnica da Emater explica que esse é um sistema de fertirrigação. “Os agricultores não precisam fazer adubação de cobertura, porque existe um controle na saída da tubulação, com um filtro, que mistura o adubo na água, então há também uma economia de fertilizantes”, disse.
Outras vantagens são a facilidade na mão de obra e a prevenção das pragas e doenças, já que o sistema não molha as folhas das plantas, impedindo a disseminação de fungos.
Edivan conta que há 15 anos é proprietário da área de seis hectares e que, até então, não conhecia a técnica de gotejo. “A mão de obra é mais fácil e o sistema não fica molhando o que não deve, além disso, conseguimos aumentar a produtividade”, disse o agricultor, que vende seus produtos na Feira do Produtor de Ceilândia e também para o Programa de Aquisição de Alimentos, do governo federal.
A engenheira agrônoma da Emater explica que o sistema de irrigação e a quantidade de água varia de uma cultura para outra. “No caso do quiabo, por exemplo, é mais interessante usar aspersão porque tem uma doença, o oídio, que se propaga na folha seca, então a água nas folhas controla isso”, disse Maíra.
Segundo ela, é importante também fazer o monitoramento do solo na hora de decidir sobre a irrigação.
A agrônoma acrescenta que a irrigação é feita por tempo de molhamento e que ela precisa ser feita na quantidade certa, porque a planta também afoga. “Meia hora de gotejo, com duas mangueiras, é suficiente”, complementa o agricultor Edivan. (Fonte: Agência Brasil)

Fonte: Ambiente Brasil